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Enterprise ai

O verdadeiro gargalo da IA corporativa é a execução operacional

Jessie Eteng, Faça login para se inscrever no blog

Hoje, a maioria das iniciativas de IA corporativa se resume a automatizar tarefas isoladas. Mas resultados operacionais, velocidade de processamento, desempenho de SLA e conformidade em escala dependem de como o trabalho flui por todo o processo, e não da rapidez de uma etapa isolada.

O trabalho ainda fica travado entre sistemas. As aprovações ainda ficam paradas nas caixas de entrada. As equipes ainda reconciliam exceções manualmente. Escalar continua dependendo de alguém perceber o problema antes que ele se agrave.

A cada trimestre chegam novas ferramentas de IA, e mesmo assim são os funcionários que continuam fazendo o papel de camada de integração entre sistemas desconectados.

Essa é a lacuna de execução.

Não se trata de um fracasso da IA. O problema é que a maioria das organizações automatizou tarefas individuais sem repensar como o trabalho percorre o negócio de ponta a ponta.

Um agente de IA consegue resumir um caso, classificar um documento ou gerar uma recomendação. Mas melhorar os resultados operacionais exige coordenação entre pessoas, sistemas, decisões e fluxos de trabalho ao longo de todo um processo, e não apenas acelerar uma etapa dentro dele.

É nessa camada de coordenação que a maioria das iniciativas de IA corporativa falha. Como o TechRadar apontou, sem orquestração a IA simplesmente não funciona em escala corporativa.

Automatizar, por si só, não fecha a lacuna de execução

Os líderes de operações são medidos por resultados de negócio, não pela vazão de tarefas isoladas:

  • Suas equipes absorvem volumes maiores de trabalho sem precisar contratar mais gente?
  • Dá para reduzir o tempo de resolução em todos os tipos de caso?
  • O desempenho de SLA se sustenta quando o volume de transações dispara?
  • A conformidade se mantém consistente sem que alguém precise revisar cada etapa manualmente?

O trabalho consegue fluir entre sistemas e departamentos sem intervenção humana a cada repasse?

Tudo isso depende de como o fluxo de trabalho é executado de ponta a ponta: o caminho que o trabalho percorre até ser roteado, escalado, decidido e encerrado no processo inteiro. Acelerar uma tarefa desconectada não move nenhum desses indicadores.

Um processo de sinistros continua exigindo aprovações, escalações, verificações de apólice e repasses entre departamentos. Um chamado de atendimento ao cliente ainda percorre roteamento, investigação, decisionamento e resolução. Uma revisão de conformidade segue apoiada em governança, auditabilidade e supervisão humana estruturada em pontos definidos.

Basta o fluxo de trabalho se romper entre duas etapas para o trabalho empacar e as métricas operacionais ficarem paradas.

As ferramentas de IA vêm sendo empilhadas sobre sistemas operacionais fragmentados, sem que o problema de fundo seja resolvido: como o trabalho é coordenado ao longo de todo o processo, da entrada à resolução.

O custo operacional mais alto está no trabalho que fica parado entre as etapas

O atraso operacional quase nunca vem de uma única falha catastrófica. Vem de milhares de pequenos atritos que se repetem caso após caso, dia após dia:

  • Aprovações paradas na fila, sem roteamento automático para o tomador de decisão certo
  • Funcionários correndo atrás de atualizações de status manualmente em sistemas desconectados
  • Escalações conduzidas de forma inconsistente porque a lógica de roteamento não está codificada
  • Exceções que dependem de intervenção humana porque não há lógica de contingência definida
  • Revisões de conformidade reconstruídas a posteriori porque as trilhas de auditoria não são automatizadas

Somados ao longo do tempo, esses atritos se acumulam e resultam em entrega de serviço mais lenta, custos por transação em alta e maior exposição a riscos de conformidade.

Daí o padrão que se repete: a IA traz ganhos pontuais de eficiência, e o desempenho operacional continua no mesmo lugar. Cada tarefa, isoladamente, ganha velocidade. Mas o processo segue fragmentado entre as etapas: nas aprovações, nas escalações, nos repasses e na coordenação entre áreas. É aí que a execução falha.

O problema da fragmentação não se resolve sozinho quando a escala aumenta

Conforme a IA se espalha pelas operações, a fragmentação não diminui. Ela aumenta.

Cada novo agente, cada nova lógica de automação e cada novo sistema acrescentado ao fluxo de trabalho cria mais um ponto de coordenação sujeito a falhar. E isso está longe de ser uma preocupação nichada. A Gartner projeta que, até 2030, 70% das empresas vão adotar uma plataforma de automação consolidada que orquestra processos de negócio, agentes de IA, bots, APIs e ações humanas. Hoje, esse número é de apenas 5%. Entre o ponto em que a maioria das empresas opera hoje e aquele onde precisa chegar existe um risco de execução que só cresce a cada nova ferramenta de IA acrescentada sem uma camada de coordenação que a sustente.

As operações de back-office exigem um nível de execução diferente das interações de IA no front-office. Um chatbot voltado ao cliente consegue absorver uma resposta inconsistente. Um processo financeiro, um fluxo de trabalho de sinistros ou uma revisão de conformidade regulatória, não. Nesses ambientes, a execução inconsistente em escala gera erros que se acumulam: decisões incorretas, SLAs descumpridos e falhas de auditoria caras de corrigir.

Esse é o principal risco de empilhar IA sobre operações fragmentadas sem cuidar da camada de execução que está por baixo. Cada nova camada de IA acrescentada multiplica as falhas de coordenação.

Melhorar as operações exige uma camada de execução coordenada

As organizações que conseguem escalar a IA não estão apenas automatizando mais tarefas. Elas estão construindo uma camada de execução que coordena decisões de roteamento, lógica de escalação, aplicação de políticas e repasses entre sistemas dentro de um único modelo de fluxo de trabalho.

Cabe a essa camada de execução:

  • Rotear o trabalho de forma dinâmica entre agentes de IA, profissionais humanos e sistemas de back-end, conforme o estado do caso e as regras de negócio
  • Aplicar políticas e lógica de governança automaticamente nos estágios definidos do fluxo de trabalho
  • Escalar e tratar exceções de forma estruturada, sem intervenção manual
  • Coordenar canais e departamentos em um só modelo de fluxo de trabalho
  • Registrar a trilha de auditoria por inteiro, decisão a decisão, repasse a repasse, mudança de estado a mudança de estado

Os ganhos operacionais vêm dessa camada de coordenação, e não de uma ou outra interação de IA dentro dela. Governança não é um recurso que se acrescenta depois. É um requisito estrutural, presente no modo como os fluxos de trabalho são projetados desde o início.

A Pega foi reconhecida como Líder no Gartner Magic Quadrant for Business Orchestration and Automation Technology, com as maiores notas nos casos de uso de Gestão de Casos e de Automação Corporativa de Tarefas e Processos.

O que é execução coordenada em escala na prática

As organizações que constroem vantagem operacional duradoura não são as que acumulam mais ferramentas de IA. São as que construíram uma camada de execução capaz de coordenar o trabalho dentro de uma rede cada vez mais complexa de agentes, sistemas, decisões e interações humanas.

Em termos concretos:

  • Deixar o roteamento acontecer de forma dinâmica, guiado pelo tipo de caso, pelo estado dos dados e pelas regras de negócio, sem triagem manual
  • Resolver exceções por lógica codificada, e não pelo que só está na cabeça de quem já está na casa há anos
  • Fazer a governança valer automaticamente em cada estágio do fluxo de trabalho, em vez de auditar quando o problema já aconteceu
  • Cortar os repasses manuais entre sistemas com uma orquestração integrada dos fluxos de trabalho
  • Crescer em volume de transações sem inflar o quadro operacional nem o risco de conformidade

A vantagem competitiva não vem da automação isolada. Ela vem da capacidade de executar fluxos de trabalho coordenados com confiabilidade, em escala e em toda a empresa.

O Blueprint vem antes dos fluxos de trabalho

O Pega Blueprint™ coloca as equipes de operações e de TI para mapear fluxos de trabalho de ponta a ponta, configurar a lógica de roteamento e escalação e estabelecer regras de governança antes que uma única linha de código seja escrita.

Ou seja, a IA já nasce dentro de um modelo de execução coordenada, em vez de ser empilhada sobre processos fragmentados depois.

Comece pelo Blueprint. Mapeie o processo. Feche a lacuna de execução.

Comece seu Blueprint agora

Sobre a autora

Jessie Eteng é gerente sênior de Marketing de Produto da Pega e conduz a estratégia das soluções de Automação Inteligente. Especialista em orquestrar o trabalho com IA e tecnologias low-code, ela ajuda empresas a unificar processos e a entregar experiências fluidas aos clientes. Apaixonada por inovação e crescimento, Jessie é entusiasta de frameworks como o BOAT, que transformam complexidade em clareza. De Waltham (MA), Jessie alia olhar técnico e visão de marketing para que as empresas se adaptem e prosperem em um cenário digital em constante transformação.

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